Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada
Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que agente tem
É a que tem que pensar
Fernando Pessoa, 18/09/1933
Tenho estado em um momento muito inquietante.
São tantas questões que deito-me para dormir, e o pensamento gira, gira... tonta, durmo e acordo.
São tantos pensamentos, tantas dúvidas, tantas certezas sendo desconstruídas...
O viver... O existir...O morrer...O partir... A dor... A alegria... chegadas e despedidas.
Sinto que estamos em busca de algo eternamente, mas que é fácil enganar-se... difícil ter certezas
Quero algo que me de momentos de alegria, satisfação e superação.
Ufa... já posso dormir
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
terça-feira, 2 de outubro de 2007
ANGÚSTIA, NÁUSEA E VERGONHA
Os sentimentos, assim como a razão, desvelam nossa existência e nos colocam em contato com ela, de forma mais íntima e radical que a razão
A angústia nasce de um futuro indefinido, da falta de essência, de um horizonte com infinitas possibilidades o qual o homem deve enfrentar sem qualquer garantia, assumindo plenamente sua liberdade de “construir-se a si mesmo a cada instante”
A náusea (Sartre) surge da falta de propósito e finalidade do mundo e dos homens
A vergonha se origina na constatação de que existem outros distintos de nós. Na presença do outro me converto num objeto e fico coisificado e provado de minha liberdade. O outro pode pensar-me como quiser, anulando minha liberdade de ser
A angústia nasce de um futuro indefinido, da falta de essência, de um horizonte com infinitas possibilidades o qual o homem deve enfrentar sem qualquer garantia, assumindo plenamente sua liberdade de “construir-se a si mesmo a cada instante”
A náusea (Sartre) surge da falta de propósito e finalidade do mundo e dos homens
A vergonha se origina na constatação de que existem outros distintos de nós. Na presença do outro me converto num objeto e fico coisificado e provado de minha liberdade. O outro pode pensar-me como quiser, anulando minha liberdade de ser
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